domingo, 14 de junho de 2015
Fragilidade
Ser frágil não é ser
fragilizada.
Nem ser de plástico
ou de vidro inquebrantável.
Ser frágil é ser passível de acidente.
É ser flor, fina e flexível:
maleável, porém
resistente.
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Ilusão de ótica
Na falta de espelho melhor,
eu me olhei na colher de metal.
Vi invertida, do lado côncavo,
a minha imagem virtual.
E do convexo, distorcida,
talvez vi a imagem real.
É esse mesmo o meu reflexo?
Ou sou eu quem enxergo mal?
eu me olhei na colher de metal.
Vi invertida, do lado côncavo,
a minha imagem virtual.
E do convexo, distorcida,
talvez vi a imagem real.
É esse mesmo o meu reflexo?
Ou sou eu quem enxergo mal?
A morte vem...
A morte vem,
silenciosa e doce,
para aqueles que a esperam.
Sem que se perceba
Sem que se faça esforço
Sem nem sequer fazer barulho.
A morte vem,
doce e silenciosa,
a fechar os olhos do mundo.
silenciosa e doce,
para aqueles que a esperam.
Sem que se perceba
Sem que se faça esforço
Sem nem sequer fazer barulho.
A morte vem,
doce e silenciosa,
a fechar os olhos do mundo.
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Azul marinho
Tenho saudades do azul.
E de toda essa massa de azul
que por dentro me dilacera.
Tenho ultrapassado os limites
e fronteiras do in(in)teligível.
Tenho tentado lidar com os
preâmbulos do (in)comunicável.
Eu tenho sido marujo
vivendo só nessa maré
de prata.
E de toda essa massa de azul
que por dentro me dilacera.
Tenho ultrapassado os limites
e fronteiras do in(in)teligível.
Tenho tentado lidar com os
preâmbulos do (in)comunicável.
Eu tenho sido marujo
vivendo só nessa maré
de prata.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Antíteses
eu sou, na verdade,
um paradoxo incoerente
um desequilíbrio incontestável
uma trama intransigente
um pêndulo indexável
um oxímoro displicente
um idioma inexplicável
um axioma incandescente
eu sou, na verdade,
uma humana
aparentemente
um paradoxo incoerente
um desequilíbrio incontestável
uma trama intransigente
um pêndulo indexável
um oxímoro displicente
um idioma inexplicável
um axioma incandescente
eu sou, na verdade,
uma humana
aparentemente
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
[Ilustrações]
Recebi essa linda pintura em aquarela de um ex-aluno meu, o Pedro Ivo! :)
A frase veio de um dos meus poemas. Só posso dizer que muito, muito obrigada pelo desenho!
A frase veio de um dos meus poemas. Só posso dizer que muito, muito obrigada pelo desenho!
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