Alguém me devolva pro mar
d'onde eu vim...
O mar me traz as saudades
dessas tardes que eu não vivi...
O mar me traz as lembranças
dessas danças que eu não assisti...
O mar me traz coisas boas
dos barcos que chegam ali.
Alguém me devolva pro mar
que é horizonte sem fim...
O mar me viu pequena
(mas pequeno se é perto
da grandeza do mar!)
O mar me fez amena
que é pra gente, junto,
poder num barco velejar.
Quem me dera voltar ao mar!
E de vez em quando surgir
na superfície para respirar.
E de vez em quando sair
só para rever aqueles
que não nasceram no mar.
Alguém por favor
me devolva pra lá?
domingo, 12 de maio de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Definição poética
poesia não é
exclusividade
dos poemas
(esses conjuntos
de palavras espaciais
distribuídas em
versos arbitrários)
mas sim
tudo o que há de belo
tocante e singular
aos olhos da mera
sensibilidade humana
exclusividade
dos poemas
(esses conjuntos
de palavras espaciais
distribuídas em
versos arbitrários)
mas sim
tudo o que há de belo
tocante e singular
aos olhos da mera
sensibilidade humana
Conjugações
E quem diria
que eu te conheceria
e que um dia ainda
me apaixonaria?
E há quem dissesse
que se eu não quissesse
isso tudo houvesse
de nunca existir...
(Como se adiantasse
lutar contra a vontade
de te ter aqui!)
É que esse sentimento
me é infitivo, imperativo,
indicativo, subjuntivo,
e eu sou um simples verbo...
que eu te conheceria
e que um dia ainda
me apaixonaria?
E há quem dissesse
que se eu não quissesse
isso tudo houvesse
de nunca existir...
(Como se adiantasse
lutar contra a vontade
de te ter aqui!)
É que esse sentimento
me é infitivo, imperativo,
indicativo, subjuntivo,
e eu sou um simples verbo...
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